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Uma mulher fantástica: filme expõe preconceito contra transexualidade
O diretor chileno Sebastián Lelio discute a intolerância e a discriminação contra uma garçonete transexual a partir de uma tragédia ocorrida em sua vida. Com Daniela Vega e Francisco Reyes
03/10/2017

FOTO: Divulgação

O filme chileno Uma mulher fantástica, de Sebastián Lelio, retrata o drama de uma garçonete transexual que sonha em se tornar uma cantora lírica. No entanto, Marina, interpretada por Daniela Vega, vê sua vida se transformar depois que o namorado Orlando, vivido por Francisco Reyes, passa mal e vem a falecer, vítima de um aneurisma. Marina, a partir desta fatalidade, sofre todo o tipo de preconceito e discriminação, desde o médico que atendeu Orlando no Hospital, passando pelos policiais até os familiares do namorado. Com dignidade e altivez, Marina enfrenta a todos, sem deixar de lutar por seu sonho.

Com roteiro assinado pelo diretor em parceria com Gonzalo Maza, a trama começa com Orlando se preparando para proporcionar uma noite alegre para a namorada, que está fazendo aniversário. Porém, ele não acha o presente que havia comprado (duas passagens aéreas) e vai ao encontro de Marina que canta numa casa de shows da cidade. Ela fica feliz com a recepção no jantar, mas estranha o presente (Orlando lhe deu um envelope com um vale, já que não tinha encontrado as passagens). Depois de voltarem para casa e terem uma linda noite de amor, Marina acorda assustada, com Orlando passando mal. Desesperada, ela precisa levá-lo ao hospital, mas ele não tem forças para andar e enquanto ela fecha o apartamento, Orlando cai da escada. Com dificuldade, Marina consegue levá-lo até o hospital, onde é constatado o problema neurológico e logo em seguida ele vem a falecer.

É a partir desta desgraça que a vida de Marina vira de ponta cabeça. Devido ao ferimento em razão do tombo, a suspeita pela morte de Orlando recai sobre a garota. As atitudes de intolerância e preconceito começam já com a equipe médica; em seguida entra a polícia e a pressão só aumenta. Sonia, a ex-mulher de Orlando (Aline Küppenheim), assim como Gastón e Gabo (Nestor Cantillana e Luis Gnecco), filho e irmão da vítima, agem de forma mesquinha e discriminatória contra Marina, proibindo-a inclusive de participar das cerimônias fúnebres. Entretanto, Marina, mesmo sofrendo a perda do amado, não apela e age com dignidade e nobreza diante de tanta transfobia. Mantém seu trabalho no restaurante e seus ensaios de canto lírico.

O diretor mescla realismo com o fantástico, tanto com cenas oníricas da protagonista como por meio de aparições de Orlando, que dá sinais para que Marina possa se despedir dele. Além de tratar de temas de extrema atualidade — a transexualidade e a falta de habilidade e intolerância das pessoas em lidar com as diferenças —, o grande destaque do filme é para a atuação de Daniela Vega, que por ser trans e cantora lírica, soube imprimir verdade e realismo para sua composição de personagem.

 

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