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The Square- a arte da discórdia: filme sueco checa relações sociais
Vencedor do Festival de Cannes/17, o filme de Ruben Östlund tem como foco as ações do diretor de um museu que contrata uma empresa para divulgar uma mostra e o resultado da campanha provoca polêmica
11/01/2018

Foto: divulgação

Ganhador da Palma de Ouro no último Festival de Cannes, The Square- a arte da discórdia, do diretor sueco Ruben Östlund, parte de um assalto na rua para discutir questões contundentes das relações sociais nos dias atuais. Christian, vivido por Claes Bang, é o diretor de um museu importante de Estocolmo/Suécia e numa manhã, ao se dirigir ao trabalho, é envolvido numa situação inusitada no meio da rua e logo depois sente que foi assaltado, perdeu a carteira, o celular e as abotoaduras da camisa. Indignado e, com a ajuda de um funcionário, consegue localizar onde está o celular e envia uma carta ameaçadora a todos os moradores de um edifício na periferia da cidade, onde o aparelho fora localizado. Paralelamente, Christian está à frente da equipe do museu que precisa divulgar uma nova exposição: eles contratam uma empresa de relações públicas para criar uma campanha publicitária que mobilize a população (nas redes sociais e mídia convencional) para a nova mostra. Os resultados da campanha provocam polêmica em todo o pa&iacut e;s e o futuro profissional de Christian fica ameaçado.

Descrito desta forma, a produção de Östlund parece simplista. No entanto, o roteiro, assinado também pelo diretor, é extremamente complexo e discute uma infinidade de questões que põem em cheque as relações sociais do mundo contemporâneo. Por se tratar de um filme com um roteiro complexo e nada linear, esta resenha também não trará a descrição das ações e o desenrolar das infinitas possibilidades propostas pelo diretor — confesso que ao final da projeção estava com a mente repleta de questionamentos e nenhuma certeza! A dica é realmente ir ao cinema e se jogar nas diversas proposições do filme.

Além da evidente diferença de classes sociais (evidenciada com o assalto), a trama questiona a intolerância religiosa, a cruel situação de refugiados, a violência urbana, o abuso nas relações entre gênero, o assédio nas grandes incorporações, a hipocrisia e a arrogância das elites econômicas e intelectuais e, de quebra, como se educar as crianças neste contu rbado e injusto mundo em que estamos vivendo hoje em dia.

As diferenças sociais, tão corriqueiras em países do terceiro mundo como o Brasil, também se tornaram uma realidade no primeiro mundo hoje, como o diretor faz questão de enfatizar, já que a ação do filme se passa na rica e poderosa Suécia. Claro que muito em função do flagelo das guerras e da miséria, que têm arrastado milhões de refugiados pelo mundo a fora. Mais do que a questão social, Östlund também incita o espectador a refletir e a se questionar sobre o comportamento diante da pobreza, da diversidade e do próprio relacionamento com seus parceiros, filhos, amigos e companheiros de trabalho. 

Sem dúvida um filme provocador, impossível sair do cinema imune aos questionamentos da trama (indicado da Suécia ao Oscar de filme estrangeiro). Destaque para a interpretação de Claes Bang, que consegue mostrar as inúmeras facetas do personagem, e para o ator Terry Notary, com sua participação impactante como o homem macaco. Imperdível!

Acesse meu blog: www.favodomellone.com.br

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