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Paraíso Perdido: filme revela os bastidores de um clube noturno
Com direção de Monique Gardenberg e direção musical de Zeca Baleiro, trama/musical mostra relações de uma família que comanda a casa noturna. Com Erasmo Carlos, Júlio Andrade, Lee Taylor e Jaloo
27/06/2018

Foto: divulgação

Escrito e dirigido pela baiana Monique Gardenberg, o filme Paraíso Perdido se apropria das canções românticas, tidas como bregas, para contar as relações amorosas de um clã familiar que é dono do clube noturno que dá nome à trama. Sob o comando de José, interpretado por Erasmo Carlos, a boate tem como principais atrações seus familiares, o filho Ângelo, vivido por Júlio Andrade, seu neto Ímã, estreia no cinema do cantor Jaloo, e a neta Celeste (Julia Konrad), além do cantor Teylor, interpretado por Seu Jorge.

Em clima de fábula, quase a totalidade da história se passa dentro do Paraíso Perdido e os números musicais apresentados se relacionam com a vida real daqueles personagens; as canções não estão ali por acaso, elas constituem a linha narrativa do filme.

Depois de um breve prólogo em que uma jovem, vítima de agressão, assassina seu algoz diante do filho dele, a trama começa com outra agressão; desta vez é com o jovem Ímã, estrela da casa, que sofre ataque homofóbico em frente à boate e é socorrido pelo policial Odair, interpretado por Lee Taylor. José, além de agradecer ao policial pela ajuda, oferece emprego de segurança para Odair, que passa a frequentar diariamente o clube noturno.

Aos poucos, o policial, filho de Nádia, vivida por 
Malu Galli, ex-cantora que ficou surda, se envolve com todos os membros da boate e a história de cada um deles vai sendo retratada por meio das músicas apresentadas no palco. Com direção musical de Zeca Baleiro, as canções românticas — de compositores como Reginaldo Rossi, Márcio Greyck, Roberto Carlos, Odair José, Waldick Soriano, Raul Seixas e Belchior — praticamente alinhavam a trama.

Temas dramáticos como homofobia, aborto, superação de doença grave, preconceito, violência urbana, além de relações afetivas das mais variadas que envolvem ciúme, abandono, traição e homoafetividade são tratados pela diretora com sensibilidade e, principalmente, com ausência de moralismo. São várias histórias que se interlaçam e no final o espectador tem a chance de montar um grande quebra-cabeça, juntando todos os personagens e suas vivências.

Destaque para a atuação de todo o elenco — que se completa com 
Hermila Guedes, Humberto Carrão, Marjorie Estiano e Felipe Abib —, em especial de Lee Taylor, Júlio Andrade e Jaloo, que em sua estreia constrói um personagem sensível e de extrema dramaticidade.

 

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