Fetest revela talentos e integra famílias
Com apenas 12 anos, o estudante e ator Wenderson dos Santos Souza Silva, além das conquistas no mundo das artes, também detém o mérito de ter motivado seu avó materno, Flávio Pires de Souza, a assistir um espetáculo teatral pela primeira vez. O envolvimento da família e a integração de gerações em torno da arte são apenas alguns dos benefícios que o teatro trouxe para o adolescente.
A carreira artística de Wenderson foi iniciada em 2007 quando começou a participar da Oficina de Teatro realizada pela Prefeitura de Campo Limpo Paulista. Desde então, sua intimidade com palco, luzes, marcações, textos, entre outros elementos artísticos, tem sido aprimorada. O contato com as artes cênicas foi iniciado depois de algumas tentativas com modalidades esportivas.
Wilson José da Silva, pai e espectador cativo, apresentou o judô e o futebol como alternativas para contribuir com o desenvolvimento físico e social do filho. Sobre o judô ele disse: “Não quero bater em ninguém”, recorda. No futebol, como era o menor da equipe, a queixa de Wenderson era: “Ninguém passa a bola”.
Vocação teatral
Determinados em garantir ao filho um pleno desenvolvimento como cidadão, os pais continuaram em busca de uma atividade extra-escolar. Até que a mãe, Edinéia Santos Souza Silva, ficou sabendo das oficinas realizadas pela Coordenadoria de Cultura. A primeira peça teatral apresentada foi “Lendas de Maria”, em 2007, com direção de Josiane Branco.
Edinéia conta que após a primeira apresentação, Wenderson ponderou sobre as risadas da plateia, pois entendeu que tinham rido dele. Prudente, a mãe explicou que as risadas eram sinal de aprovação. “Riram, porque acharam engraçado”, argumentou. Edinéia recorda que inquiriu do filho: “Quer continuar?”. Ao que ele respondeu: “Quero, gostei”.
Desde então, a família está sempre articulada para que a vocação de Wenderson seja aperfeiçoada. “Não tive oportunidade. Vejo que eles têm, porque não vou apoiar?”, pondera a mamãe que também matriculou a pequena Mikaelle, de 5 anos, nas aulas de balé oferecidas pela Prefeitura.
Agora, além de gerenciar os recursos financeiros para garantir a frequência às aulas de teatro e balé de Wenderson e Mikaelle, Ednéia e Wilson se envolvem ao máximo. “A gente torce junto. Se é para gritar, vamos gritar!”, relatam entusiasmados.
Mais que assistir e torcer, a família também se envolve na preparação, nos bastidores. “Bato o texto com ele”, revela Edinéia. A marcação no palco também é sempre reprisada pela mamãe que, de tanto participar, acaba memorizando as falas de outros personagens.
A empolgação e tietagem de família não impedem o rigor no acompanhamento da vida escolar. As notas são acompanhadas de perto nas reuniões de pais e mestres. Wenderson sabe que ao menor sinal da queda de rendimento as regalias podem ser cortadas. Isso faz com que ele mantenha o foco.
Em 2010, Wenderson recebeu menção honrosa pela presença cênica no espetáculo “O Mágico de Oz”, apresentado pela Emef Joaquim Viscaíno Filho, no Parque Internacional.
Programação
O festival vai mobilizar mais de 200 pessoas entre alunos e professores das escolas a seguir: Frei Dagoberto Romag, Mário Pereira Pinto, Apae, Escola Patelli, 15 de Outubro, Victor Geraldo Simonsen, Vila Thomazina, Etec Campo Limpo Paulista e Georgina Fortarel.
No dia 19, acontece a abertura com a realização de um debate entre membros do corpo de jurados, comissão técnica e concorrentes. As apresentações acontecem de 20 a 28. No dia 29, acontece uma festa exclusiva para os inscritos do festival. De acordo com a comissão organizadora “será um Tributo ao Teatro pelos 11 anos de um festival que já revelou muitos talentos para nossa cidade”, argumenta Jean Carlo Cunha, coordenador de Cultura. No dia 30, acontece a cerimônia de premiação com a apresentação da Sessão Maldita pelo Grupo de Ninguém.

